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Circular n.º 280

Circular da Procuradoria Régia junto da Relação de Lisboa. Transmite, por cópia, a portaria do Ministério da Justiça de 14 de maio de 1841 acerca da taxa das cartas particulares relativas ao serviço recebidas por agentes do Ministério Público.

Circular n.º 244

Dá conhecimento de que, em portaria do Ministério da Justiça de 3 de março de 1843, foi informado de que estava estabelecido que nos sobrescritos das deprecadas de interesse público se lançasse uma verba declarando a importância dos respetivos portes e se ordenou que por esta verba nos juízos deprecados se aumentassem os portes às custas dos processos.

"O réu Manuel António pede perdão"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda António Osório Sarmento de Figueiredo Júnior. Pronuncia-se sobre o pedido de perdão da pena de Manuel António, distribuidor de correio, condenado por violar cartas registadas que lhe eram entregues para levar aos destinatárias, furtando o dinheiro nelas contido.

"Processo sobre responsabilidade do tesoureiro geral no pagamento de vales do correio falsificados"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Conclui que "se não pode exigir dos empregados encarregados do pagamento de vales a responsabilidade por fraudes, que devem antes atribuir-se à defeituosa organização do serviço da sua emissão".

"Ofício com uma representação dos empregados dos Correios para que lhes seja garantida a participação nas receitas que cobram para o Estado"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre o pedido dos funcionários dos Correios para que seja dada execução ao artigo 93.º da Organização de 24 de dezembro de 1901, que estabelece que deve ser distribuída pelos empregados telégrafo postais a participação nas receitas cobradas nos serviços dos Correios e Telégrafos, estabelecida no artigo 90 do mesmo diploma, alegando que a sanção parlamentar que tinha ficado pendente foi dada na última sessão legislativa.

"Idem sobre o ferimento do postilhão que partira da cidade do Porto para Coimbra com correspondência"

Ofício do ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Procurador Régio da Relação do Porto. Remete a cópia da portaria do Ministério da Justiça de 30 de junho de 1838, sobre os crimes ocorridos na noite de 10 do mesmo mês, que resultaram no ferimento do postilhão que tinha partido da cidade do Porto para Coimbra com correspondência e em maus tratos do condutor, a quem roubaram vários objetos.

"Idem sobre o roubo do Correio que conduzia as malas de Lisboa para o Porto"

Ofício do ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça participando o roubo do correio que conduzia as malas de Lisboa para o Porto, ocorrido na noite de 11 de maio de 1838, no sítio da venda de Nadais entre Souto Redondo e Arrifana.

"Ao Ministro da Justiça sobre o objeto acima"

Ofício do ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete dois ofícios do delegado do Procurador Régio de Gouveia sobre a recusa dos Correios assistentes dos julgados daquela comarca de segurarem, sem que todo o risco da condução corra por conta da Fazenda Pública, os dinheiros pertencentes à mesma Fazenda, depositados nos juízos daquela comarca, que têm de ser remetidos para Lisboa, em virtude de precatórios, e solicita que sejam tomadas providências.

"Ao delegado do Procurador Régio de Gouveia acusando a receção do ofício de que trata sobre a recusa dos Correios assistentes de segurarem os dinheiros"

Ofício do ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao delegado do Procurador Régio de Gouveia. Acusa a receção do seu ofício sobre a recusa dos Correios assistentes dos julgados daquela comarca de segurarem os dinheiros pertencentes à Fazenda Pública a remeter para Lisboa e informa que o enviou ao Ministro da Justiça, solicitando as necessárias providências.

"Idem ao Procurador Régio da Relação do Porto acerca de ser assaltado no sítio da Venda, freguesia de Escapães por doze homens o condutor das malas da correspondência de Lisboa, António Manuel, e o postilhão, Domingos José de Sousa"

Ofício do ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Procurador Régio da Relação do Porto.

"Processo respetivo ao ex-diretor do Correio da cidade da Praia de Cabo Verde e recebedor particular do mesmo concelho, António de Paula Brito"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca. Pronuncia-se sobre o requerimento em que António de Paula Brito, ex-diretor do Correio da cidade da Praia de Cabo Verde e recebedor particular do mesmo concelho, suspenso a 16 de abril de 1883, por ter sido considerado em alcance para com a Fazenda Nacional, tendo esta acusação sido julgada improcedente e não provada pela Relação de Lisboa, pede a anulação da sua suspensão e reintegração nos cargos de que foi suspenso, o pagamento dos vencimentos de que foi suspenso, a exoneração da fiança que prestou quando em serviço no lugar de tesoureiro particular e que se lhe conte como de serviço o tempo que esteve suspenso.

"Em que o administrador do Correio de Vila Real, Manuel António de Carvalho, expõe que se julga ofendido com as disposições do decreto de 1 de dezembro de 1884"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca para o Ministério das Obras Públicas acerca do processo em que o administrador do Correio de Vila Real, Manuel António de Carvalho, alega que se considera ofendido com as disposições do decreto de 1 de dezembro de 1884, por julgar que este está em desarmonia com o disposto na carta de lei de 7 de julho de 1880, que regulou a forma de colocação dos administradores das extintas administrações, fixando-lhes, quando diretores, o ordenado de diretor e um suplemento de retribuição. Sustenta que compete ao poder legislativo apreciar se o Governo procedeu bem ou mal e só ele tem a faculdade de tomar uma providência para fazer cumprir a lei, não tendo a Procuradoria-Geral da Coroa e Fazenda essa competência.

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