Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda António Maria do Couto Monteiro para o Ministério da Fazenda acerca do requerimento em que Domingos José dos Santos Lages alega que, sendo legítimo possuidor de quatro ações da Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, a referida companhia lhe nega o pagamento dos respetivos interesses, pelo facto de essas ações serem denominadas "de cofre" e, como tal, oneradas com o encargo resultante da obrigação contraída pelo seu primeiro possuidor, que, para as adquirir, obteve por empréstimo dos cofres do Estado o capital necessário, nos termos da carta régia de 27 de setembro de 1756.