Processo-crime

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"Ao Ministro da Justiça acerca do processo contra o réu ausente José Martins Cabra"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, informando que, contrariamente ao que tinha sido comunicado anteriormente, o processo do réu ausente José Martins Cabra, implicado no crime de homicídio perpetrado no julgado de Castro Marim, em outubro de 1845, não está em termos de ser julgado na primeira audiência geral nem está ainda concluído o sumário da culpa, tendo sido inquiridas apenas três testemunhas.

"Ao Ministro da Justiça acerca do processo contra os escrivães que foram do julgado do Seixal, Ernesto Francisco Laforte e João António Caleia"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete o ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, acerca do processo contra os antigos escrivães do julgado do Seixal, Ernesto Francisco Laforte e João António Caleia, pelos factos criminosos cometidos no exercício daqueles ofícios, em que informa que o agravo interposto pelo Ministério Público do despacho que não pronunciou o primeiro dos escrivães não obteve provimento, terminando contra este o processo.

"Ao Ministro da Justiça acerca do tiro disparado contra o bacharel João Batista Teixeira Camelo"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete o ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, acompanhado de outro do seu subdelegado no julgado de Paços de Ferreira, participando que o processo instaurado sobre o tiro disparado contra o bacharel João Batista Teixeira Camelo está atualmente chegado à conclusão do sumário da culpa, estando já pronunciado o réu Manuel Joaquim Ferreira Coelho, do mesmo julgado.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio do carabineiro espanhol, Jacinto Davila"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete o ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, acompanhado de outro do seu subdelegado na comarca de Monção e do seu subdelegado no julgado de Valadares, em que estes magistrados manifestam a impossibilidade de se constituir o corpo de delito no processo relativo ao homicídio do carabineiro espanhol Jacinto Davila, devido à recusa das autoridades judiciais espanholas em proceder à inquirição de testemunhas sobre a existência do crime ou ao auto de exame do cadáver, como que foi requisitado, e solicitam instruções sobre o modo de suprir esta falta.

"Ao Ministro da Justiça acerca da distribuição na Relação de Lisboa do processo em que é ré Maria José, criminosa de homicídio na pessoa de sua mãe"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete o ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, de 29 de novembro de 1848, no qual consta que, no dia anterior, foi distribuído, na Relação de Lisboa, o processo-crime em que é ré Maria José, condenada na primeira instância pelo crime de matricídio.

"Ao Ministro da Justiça acerca dos graves ferimentos perpetrados em setembro de 1847 na pessoa de Manuel Dias Henriques"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia do ofício do Delegado do Procurador Régio na comarca de Arouca, o bacharel Sebastião António Peixoto, com os autos originais do corpo de delito e requerimentos anexos sobre o crime de graves ferimentos perpetrados, em setembro de 1847, na pessoa de Manuel Dias Henriques, acusando o juiz de direito da comarca de ter mandado guardar o corpo de delito sem ulterior procedimento judicial.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio do juiz de direito da comarca de Midões, Nicolau Batista de Figueiredo Pacheco Teles"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete os ofícios do Procurador Régio da Relação do Porto, de 21 e 30 de novembro de 1848, acompanhados das cópias de outros do seu delegado na comarca de Midões. No primeiro ofício, este delegado participa que na reforma do sumário da querela pelo homicídio do juiz de direito da comarca de Midões, Nicolau Batista de Figueiredo Pacheco Teles, não foram inquiridas todas as testemunhas, porque o atual juiz de direito da comarca, abusando da inexperiência do delegado interino que então estava em funções, lhe tinha glosado todas as testemunhas que foram oferecidas por parte do Ministério Público. No segundo ofício, comunica que se vai agora proceder à inquirição das testemunhas do primeiro sumário que fizeram alguma prova.

"Ao Ministro da Justiça acerca de vários abusos atribuídos ao escrivão que foi do julgado da Pederneira, Félix Pereira Marques"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia de um ofício do procurador Régio da Relação de Lisboa, de 6 de dezembro de 1848, acompanhado da cópia de outro do seu delegado na comarca de Alcobaça e do traslado do corpo de delito formado pelos abusos atribuídos ao escrivão que foi do julgado da Pederneira, Félix Pereira Marques, em que o Procurador Régio solicita da Procuradoria-Geral da Coroa instruções sobre a suficiência do corpo de delito para sobre ele assentar a querela criminal.

"Ao Ministro da Justiça acerca da morte de João Lourenço da Ribeira Ruiva, no limite do concelho de Torres Novas"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, de 5 de dezembro de 1848, em que participa que pelo sumário a que se procedeu pela morte de João Lourenço, da Ribeira Ruiva, no limite do concelho de Torres Novas, não foi possível descobrir quem foi o autor ou cúmplice daquela morte.

"Ao Ministro da Justiça acerca da Câmara Municipal do concelho da vila do Redondo, que com desprezo das leis, contratara com o seu próprio escrivão a venda de objetos pertencentes ao Convento da Serra de Ossa"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, participando que a Câmara Municipal do Redondo, com desprezo das leis, contratou com o seu próprio secretário, João Joaquim Ramos, a venda de seis janelas e quatro portas com as respetivas ferragens e grades, pertencentes ao Convento da Serra de Ossa, hoje incorporado nos próprios do concelho, sem prévia avaliação, hasta pública e solução do preço, autorizando o mesmo secretário para as extrair do Mosteiro e conduzir para um seu prédio, onde foram encontrados e apreendidos judicialmente.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio cometido por João José, alcunhado 'a Criança', moleiro da Serra de Monsanto, contra sua filha Justina Maria"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete dois ofícios do Procurador Régio da Relação de Lisboa, em que solicita esclarecimento sobre a classificação jurídica do homicídio cometido por João José, a "Criança", moleiro da Serra de Monsanto, contra a sua filha Justina Maria, de catorze anos de idade, "por ocasião de a corrigir a castigar com uma corda do moinho", e sobre a competência da fiança para este crime.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio cometido no Lazareto pelo soldado do batalhão naval Zeferino Borges da Silva na pessoa de um seu camarada"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, em que participa que se concluiu o sumário acerca do homicídio cometido no Lazareto pelo soldado do batalhão naval Zeferino Borges da Silva na pessoa de um seu camarada, ficando pronunciado o mesmo Zeferino, o qual foi enviado ao major general com o respetivo processo no dia 8 de dezembro de 1848.

"Ao Ministro da Justiça acerca dos processos mandados formar pelos factos criminosos imputados ao ex-administrador do concelho de Macieira de Cambra, Joaquim António da Costa Negrais"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça acerca dos processos investigatórios mandados formar pelos factos criminosos imputados ao ex-administrador do concelho de Macieira de Cambra, Joaquim António da Costa Negrais.

"Ao Ministro da Justiça acerca da ré Maria José, acusada do crime de matricídio"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que a ré Maria José, acusada do crime de matricídio, foi julgada na Relação de Lisboa no dia 11 de janeiro de 1849, sendo confirmada a sentença da primeira instância.

"Ao Ministro da Justiça acerca da ré Maria José, acusada da morte de sua mãe"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a certidão autêntica do acórdão da Relação de Lisboa, que confirmou a sentença da primeira instância contra a ré Maria José, acusada do crime de matricídio.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio do juiz de direito da comarca de Vila Pouca de Aguiar João Lopes de Calheiros Jácome de Meneses"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que ainda não está concluído o sumário da querela prestada sobre o homicídio do juiz de direito da comarca de Vila Pouca de Aguiar, João Lopes de Calheiros Jácome de Meneses, devido à impossibilidade de se intimar uma testemunha que se encontra ausente.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio do carabineiro espanhol Jacinto Davila"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que pelo juízo do julgado de Valadares já foi enviada ao promotor fiscal do partido judicial de Caniça, no reino da Galiza, a certidão da investigação militar feita em Espanha sobre o homicídio do carabineiro espanhol Jacinto Davila, a fim de ser judicialmente ratificada, para poder formar o corpo de delito na nova querela que irá ser prestada.

"Ao Ministro da Justiça acerca do súbdito espanhol Francisco Donderi, preso na cadeia de Beja à ordem do administrador do concelho"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que se encontra preso na cadeia da comarca de Beja, à ordem do administrador do concelho, o súbdito espanhol Francisco Donderi, que fugiu para Portugal por um homicídio cometido em dezembro de 1844, na cidade de Sevilha, pelo qual já está condenado a pena de morte no Tribunal do 1.º Julgado daquela cidade, não tendo ainda as autoridades espanholas feito requisição alguma ao juiz de direito da comarca acerca deste réu.

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