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"Processo em que João Batista Rodrigues da Silva, empreiteiro do novo liceu da 3.ª zona (Estrela), pretende levantar o seu depósito de caução na importância de 1.994$700 réis"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre o pedido de levantamento da caução feito pelo empreiteiro do novo liceu da Estrela, a qual, de acordo com o contrato, pode ser levantada dez meses depois da assinatura do mesmo.

"Requerimento em que José Pedro de Matos, concessionário da linha férrea de Portalegre, pede que no novo contrato a celebrar para a construção daquela linha fiquem bem especificados os pontos que no mesmo requerimento indica"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre os pontos pedidos por José Pedro de Matos, concessionário da linha férrea de Portalegre, com a finalidade de poder angariar os capitais necessários para realizar a construção daquela linha.

"Parecer acerca da interpretação do artigo 15.º do contrato entre o Governo e The Anglo Portuguese Telephone Company Lda"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre o processo em que o Banco de Portugal pede autorização para ajustar, ao abrigo do artigo 15 do contrato de 26 de junho de 1901, celebrado entre o Governo e a Companhia Anglo Portuguese Telephone, o contrato com a mesma companhia no qual se reserva ao Banco e à sua filial o benefício de 50% da tarifa geral aos telefones que de futuro sejam requisitados para o seu serviço à mesma companhia.

"Processo relativo ao pedido do Banco Nacional Ultramarino acerca da interpretação da alínea c) da condição 18.ª do contrato de 30 de novembro de 1901 que versa sobre o comércio de cacau"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre a interpretação a dar à alínea c) da condição 18.ª do contrato de 30 de novembro de 1901 do Banco Nacional Ultramarino, segundo a qual lhe "é proibido comprar e vender de conta própria géneros de comércio quando não seja por liquidação de outras operações". O banco entende que essa cláusula é restrita às colónias e não tem aplicação às compras celebradas em Lisboa, parecendo-lhe, por esse motivo, lícito comprar cacau para o revender. O ajudante do Procurador-Geral considera que "estabelecida, pois, a proibição do exercício do comércio, é claro que o Banco não pode exercê-lo em parte alguma [...] enquanto se não mostrar que tal proibição não existe ou foi limitada a determinada região".

"Ofício da Companhia dos Tabacos de Portugal mantendo a sua atitude no presente ano em relação ao n.º 1 do artigo 6.º do contrato de 1906"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório acerca da distribuição de lucros da Companhia dos Tabacos de Portugal. Considera que "a Companhia, pelo artigo 6.º do seu contrato só é obrigada a garantir os mínimos ali indicados quando se mostre que ela na venda, manipulação e importação do tabaco excedeu os máximos designados no mesmo artigo, ainda que aqueles factos importem lucros muito inferiores aos mesmos mínimos".

"Pretensão de Eduardo Brazão e Alfredo Ferreira da Silva"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, Alberto de Castro Pereira de Almeida Navarro. Solicita ao Ministério do Reino esclarecimentos sobre os contratos anuais dos atores do Teatro D. Maria II, Eduardo Brazão e Alfredo Ferreira da Silva, para emitir parecer sobre o processo que a estes diz respeito.

"Sobre uma deliberação da Câmara Municipal do Porto relativa a um contracto entre ela e a Companhia do Gaz da mesma cidade"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, Alberto de Castro Pereira de Almeida Navarro, sobre se o Governo deve ou não confirmar a deliberação da Câmara Municipal do Porto, a qual foi julgada por sentença da auditoria administrativa.

"Ofício da Companhia dos Tabacos de Portugal mantendo a sua atitude no presente ano em relação ao número 1 do artigo 6.º do contrato de 8 de novembro de 1906"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório.
Contém as seguintes notas: "Não se registou o parecer em consequência de se não encontrar a minuta no maço respetivo" e "Está registada a f. 21 do livro 9" (nota marginal).

"Cópia do ofício à Companhia dos Tabacos de Portugal para execução do artigo 6.º do contrato de 8 de novembro de 1906 e cópia da resposta da Companhia e um exemplar do mesmo contrato para ser dada consulta sobre este assunto"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório sobre a interpretação do artigo 6.º do contrato de 8 de novembro de 1906, que se refere à partilha dos lucros da Companhia dos Tabacos de Portugal com o Estado. Solicita o envio do contrato provisório de 4 de abril do mesmo ano.

"Processo da deliberação da Câmara Municipal de Cascais acerca da adjudicação do exclusivo de fornecimento de água potável na zona de São João do Estoril a Carcavelos"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório acerca do contrato celebrado pela Câmara Municipal de Cascais para o abastecimento de água na zona de São João do Estoril a Carcavelos.

"Representação da Companhia dos Ascensores Mecânicos acerca do contrato da Câmara Municipal de Lisboa com a Companhia dos Carris de Ferro"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre a reclamação da Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa contra a deliberação da Câmara Municipal de Lisboa de 2 de agosto de 1906, que concedeu à Companhia dos Carris de Ferro de Lisboa autorização para construir uma linha elétrica para ligar o Largo do Carmo e a Rua Larga de São Roque, fundamentando que essa concessão ofendia os seus legítimos interesses, que lhe tinham sido garantidos pelo seu contrato de 18 de abril de 1888. Considera que "a reclamação [...] não pode nem deve ser atendida por se não abonar com razão de direito".

"Processo relativo à adjudicação pela Câmara Municipal do Porto do exclusivo da viação elétrica na mesma cidade"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre as três reclamações enviadas ao Governo contra o concurso aberto na Câmara Municipal do Porto para a adjudicação do exclusivo da viação elétrica naquela cidade e contra o contrato provisório celebrado entre a Câmara e os respetivos adjudicatários Paiva, Irmãos e Matthieu Lugan. As reclamações foram apresentadas pela Companhia Carris de Ferro do Porto, pelos acionistas da mesma companhia e por Tomás Joaquim Dias, um dos concorrentes ao exclusivo.

"Processo relativo à Companhia da Nacional e Nova Fábrica de Vidros da Marinha Grande no conflito entre os operários e a direção da Fábrica Nacional"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório acerca do processo em que os operários da Fábrica Nacional de Vidros da Marinha Grande pedem para que a empresa arrendatária daquela fábrica seja obrigada a dar integral cumprimento ao seu contrato ou se decrete a sua rescisão. Pronuncia-se sobre se o Governo pode rescindir o contrato por falta de cumprimento de qualquer das suas cláusulas. Conclui que "ao governo assiste o direito de rescindir o contrato nos termos da condição 19.ª".

"Processo referente a um requerimento em que Emília Machado Miranda pede que se obrigue a Companhia Portuguesa de Moagem a receber nos armazéns do Mercado Central de Produtos Agrícolas um lote de trigo manifestado"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se sobre onde e quando deve ser feito o pagamento resultante de um contrato de compra e venda: no ato da entrega e no local da entrega ou no domicílio do devedor. Sustenta que "a fábrica era obrigada a fazer o pagamento no ato e local da entrega do trigo vendido" e que, por esse motivo, "procede inteiramente o presente recurso, sendo de deferir a petição dele constante".

"Processo relativo à anulação do arrendamento feito a João Bernardino Gomes e prorrogado a favor de Manuel Gonçalves, no Funchal, a pedido em nota do governo inglês"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se acerca do valor jurídico das ponderações feitas nas notas enviadas pela legação britânica ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, em que se defendia a ilegalidade da prorrogação de um arrendamento feito a Manuel Gonçalves, da ilha da Madeira, de uma faixa de terreno pertencente ao Ministério da Guerra, na cidade do Funchal. O Ministério da Guerra tinha arrendado em hasta pública o terreno em questão, em 25 de fevereiro de 1904, a João Bernardino Gomes, transferindo-o posteriormente para Manuel Gonçalves por escritura pública de 23 de junho do mesmo ano. Considera que "a rescisão dos contratos só pode fazer-se conforme os artigos 687 a 701 do Código Civil e a sua nulidade só se dá nos termos do artigo 684 do mesmo código", não vendo, como tal, "maneira legal de anular ou rescindir o contrato de que se trata, a não ser pelo acordo da outra parte".

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