Procuradoria-Geral da Coroa

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"Ao ministro da Justiça participando-se a impossibilidade do exercício das funções do Exmo. Sr. Procurador-Geral da Coroa, em consequência de uma forte constipação"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao ministro da Justiça informando que se encontra doente de cama com febre, devido a uma forte constipação, e que, por esse motivo, está impossibilitado de exercer as funções do seu cargo.

"Ao ministro da Justiça em cumprimento do artigo 7.º do decreto de 30 de agosto última em aditamento ao ofício da Procuradoria-Geral da Coroa acerca de se recolher o magistrado ajudante José Luís Rangel de Quadros da licença que obtivera"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao ministro da Justiça. Remete um ofício do ajudante da Procuradoria-Geral da Coroa José Luís Rangel de Quadros, informando que não pôde regressar a Lisboa para o exercício do seu cargo, no final da licença que lhe foi concedida, por estar impossibilitado devido a doença e que, depois de restabelecido, não pôde deslocar-se por causa das forças revoltosas que se levantaram no distrito, mas que, assim que este impedimento foi removido, pela entrada das "tropas leais" na cidade de Coimbra, imediatamente para lá partiu e se apresentou no quartel general no dia 7 de janeiro de 1847.

"Ao ministro da Justiça acerca de não se ter ainda apresentado no exercício do seu cargo, o ajudante da Procuradoria-Geral da Coroa, José Luís Rangel de Quadros"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que o ajudante da Procuradoria-Geral da Coroa José Luís Rangel de Quadros ainda não se apresentou ao serviço, depois da licença de dois meses que lhe foi concedida e que teve início a 8 de agosto de 1846, por se encontrar doente. No entanto, ainda não recebeu a certidão comprovativa da doença, provavelmente devido à interrupção dos Correios.

"Ao ministro da Justiça acerca da necessidade de mais um empregado que possa acudir à pronta expedição dos trabalhos na secretaria da Procuradoria-Geral da Coroa"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Expõe novamente a urgente necessidade de ser destinado ao serviço da secretaria da Procuradoria-Geral da Coroa "mais um empregado hábil que possa acudir à pronta expedição de muitas informações e outros trabalhos que se acham muito retardados".

"Ao ministro da Justiça acerca de não se ter apresentado o empregado adido do Conselho Fiscal de Contas António Marcos Xavier de Magalhães a fim de continuar nos trabalhos da Procuradoria-Geral da Coroa"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que António Marcos Xavier de Magalhães, empregado adido do Conselho Fiscal de Contas, que tinha sido dispensado de servir ali, a fim de continuar a auxiliar os trabalhos da Procuradoria-Geral da Coroa, ainda não se apresentou ao serviço e pede que sejam tomadas as necessárias providências para evitar uma maior acumulação de trabalhos na secretaria, onde, por falta de funcionários, se encontra atrasado um grande número de informações e muito atrasado o registo.

"Ao ministro da Justiça, acerca da posse do Exmo. Senhor Procurador Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Remete, em cumprimento do artigo 7.º do decreto de 4 de janeiro de 1841, a certidão do auto de posse que lhe foi dada do cargo de Procurador-Geral da Coroa, por virtude do decreto de 30 de maio de 1846.

"Ao ministro da Justiça acerca da precisão de mais algum empregado para o serviço da Secção da Coroa, visto terem sido chamados para o Tribunal de Contas António Marcos Xavier de Magalhães e Francisco Pretextato Correia que tinham exercício na mesma Secção"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Tendo sido mandados recolher ao Conselho Fiscal de Contas dois funcionários que estavam a prestar serviço na secretaria da Procuradoria-Geral da Coroa, António Marcos Xavier de Magalhães e Francisco Pretextato Correia, e tendo ficado a secretaria com apenas quatro funcionários, "que são insuficientes para acudir aos trabalhos que sobre ela pesam, do que resultará grande retardamento no serviço e expediente" da da Procuradoria-Geral, solicita pelo menos mais um oficial "expedito e diligente".

"Ao ministro da Justiça acerca do cumprimento da portaria de 30 de junho de 1846, relativa aos empregados em serviço na Secção da Coroa, António Marcos Xavier de Magalhães e Francisco Pretextato Correia"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Remete uma informação do oficial da Secretaria do Supremo Tribunal de Justiça que preside à direção dos trabalhos na Secção da Procuradoria-Geral da Coroa, em que participa que as ordens contidas na portaria do Ministério da Justiça de 30 de junho de 1846 foram comunicadas aos dois empregados em serviço naquela secção, António Marcos Xavier de Magalhães e Francisco Pretextato Correia, para se apresentarem ao diretor das Repartições do Conselho Fiscal de Contas.

"Ao ministro da Justiça acerca da licença concedida ao ajudante da Procuradoria-Geral da Coroa, José Luís Rangel de Quadros"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do seu ajudante na Procuradoria-Geral da Coroa, de 13 de agosto de 1846, participando que, no dia 15 do mesmo mês, começaria a gozar a licença que lhe foi concedida por portaria do Ministério da Justiça do dia 8 do mesmo mês.

"Ao ministro da Fazenda sobre a incompetência do Tribunal do Tesouro Público de mandar ouvir o Procurador-Geral da Coroa em negócios do mesmo tribunal"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Fazenda. Na sequência das portarias do Tribunal do Tesouro Público de 17 de abril, de 3, 13 e 27 de julho de 1846, em que lhe foi ordenado responder com o seu parecer sobre diversos negócios, e considerando que aquele Tribunal é incompetente para exigir pareceres da Procuradoria-Geral da Coroa, por não estar cometida ao Procurador-Geral da Coroa, mas sim ao Procurador-Geral da Fazenda, a fiscalização, por parte do Ministério Público, dos negócios que tratam no referido tribunal, informa que a todas respondeu da forma como consta num dos ofícios de que junta cópia.
Na mesma data, foi enviado um ofício idêntico ao Ministro da Justiça.

"Idêntico para o Ministério da Justiça na mesma data - mutatis mutandi"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Na sequência das portarias do Tribunal do Tesouro Público de 17 de abril, de 3, 13 e 27 de julho de 1846, em que lhe foi ordenado responder com o seu parecer sobre diversos negócios, e considerando que aquele Tribunal é incompetente para exigir pareceres da Procuradoria-Geral da Coroa, por não estar cometida ao Procurador-Geral da Coroa, mas sim ao Procurador-Geral da Fazenda, a fiscalização, por parte do Ministério Público, dos negócios que tratam no referido tribunal, informa que a todas respondeu da forma como consta num dos ofícios de que junta cópia.
Na mesma data, foi enviado um ofício idêntico ao Ministro da Fazenda.

"Sobre uma reclamação feita pelo visconde de Santa Mónica contra a liquidação que lhe foi feita no Ministério da Justiça dos emolumentos e selo devidos pela sua nomeação para o lugar de ajudante do procurador-geral da Coroa e Fazenda"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Pedro Augusto de Carvalho para o Ministério da Justiça. Pronuncia-se sobre a reclamação apresentada pelo Visconde de Santa Mónica contra a liquidação que lhe foi feita da quantia de 88$512 réis de emolumentos e selo pelo seu despacho para o cargo de ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda, por decreto de 28 de setembro de 1884, alegando já ter exercido lugar de dotação superior de que pagou o selo devido, não podendo ser agora obrigado a pagar mais do que o selo do papel em que foi escrito o seu diploma.

"Aposentação do juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, António Maria do Couto Monteiro"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Diogo António Correia de Sequeira Pinto para o Supremo Tribunal de Justiça. Refere que "está demonstrado pelos documentos juntos ao processo que o conselheiro António Maria Couto Monteiro está absolutamente incapaz de continuar no serviço ativo".

"Sobre o terço aos chefes de secção da Procuradoria-Geral da Coroa, Joaquim Ciríaco de Faria e Jerónimo da Silva Gonçalves"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Diogo António Correia de Sequeira Pinto para o Ministério da Justiça acerca dos requerimentos em que Joaquim Ciríaco de Faria e Jerónimo da Silva Gonçalves, chefes de secção da Procuradoria-Geral da Coroa, pedem o aumento do terço do seu ordenado.

"Sindicância à Câmara Municipal de Bragança"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Diogo António Correia de Sequeira Pinto para o Ministério do Reino. Devolve o processo ao Ministério do Reino, por terem cessado, em virtude do parágrafo 3.º do artigo 6.º do decreto de 29 de julho de 1886, regulamentado pelo diploma oficial de 25 de novembro de 1886, as atribuições consultivas que, pelo decreto de 9 de junho de 1870, competiam ao Procurador-Geral da Coroa em conferência com os seus ajudantes.

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