Homicídio

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"Idem ao Ministro da Justiça remettendo se os officios do Procurador Regio da Relação do Porto, e do seu Delegado na Comarca de Midões, ácerca do processo pelo homicidio do Juiz de Direito d'aquella Comarca"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça remetendo um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto com outro do seu delegado na comarca de Midões em que este declara que não pode promover os termos legais do processo pelo homicídio do juiz de direito de Midões, uma vez que não aparece na comarca nem o juiz de direito proprietário nem o substituto e que ignora onde se encontra o corpo de delito.

"Ao Ministro da Justiça em cumprimento do seu officio de 22 de Janeiro ultimo, e em aditamento ao Officio do Exmo. Conselheiro Procurador geral da Coroa de 9 d'Agosto á cerca do Processo formado pelo homicidio de Domingos Luiz Palhada"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça informando que o processo formado pelo homicídio de Domingos Luís Palhada, cometido na vila de Monchique, foi remetido ao quartel general da 8.ª Divisão Militar, por ter ficado nele pronunciado o tenente de infantaria n.º 25 António Gervásio da Nóbrega.

"Ao Ministro das Justiças em referencia ao seu Officio de 10 de Setembro ultimo e em aditamento o Officio do Exmo. Conselheiro Procurador geral da Coroa de 19 do dito mez relativo ao Processo pelo homicidio de Jose Joaquim da Silva Abreu e Mello"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça participando que ainda não pode informar sobre o estado do processo instaurado pelo homicídio de José Joaquim da Silva Abreu e Melo, uma vez que o delegado interino da comarca de Póvoa de Lanhoso não tem satisfeito aos esclarecimentos que lhe foram exigidos, tendo deixado recentemente a delegação por motivo de doença.

"Idem ao Ministro da Justiça ácerca do processo, pelo crime de homicidio na pessoa de Francisco Tavares, pelo Destacamento do Batalhão de Caçadores n.º 30"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça informando que o processo relativo ao homicídio de Francisco Tavares pelo destacamento do batalhão de caçadores n.º 30, na vila de Alcochete, foi formado e enviado ao foro militar.

"Ao Ministro da Justiça á cerca do processo formado pelo homicidio de José Joaquim da Silva Araujo e Mello, e de outro instaurado contra o Escrivão que foi do Julgado de Santa Martha do Bouro, Antonio Manoel Ribeiro Pereira"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça acerca do processo instaurado pelo homicídio de José Joaquim da Silva Araújo e Melo e do processo instaurado contra o escrivão do julgado de Santa Marta do Bouro, António manuel Ribeiro Pereira, pelo descaminho do processo original daquele homicídio.

"Ao Ministro da Justiça com o Officio do Procurador Regio da Relação do Porto de 22 do corrente á cerca de não se poder constituir o Jury para se julgar o processo a respeito do homecidio do Administrador do Conselho Antonio Homem de Vasconcellos"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça participando que, tendo-se designado dia no julgado de Gouveia para o julgamento do processo instaurado pelo homicídio do administrador do concelho António Homem de Vasconcelos, não se pode constituir o júri, "porque bandos armados percorriam a comarca amedrontando os jurados em sentidos opostos e chegando té a baterem-se em campo".

"Idem ao Ministro da Justiça ácerca de no dia 9 do corrente ter sido assaltada a Caza de Antonio Fernandes da Veiga na Freguezia de S. João de Longos"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça acerca do assalto à casa de António Fernandes da Veiga, na freguesia de São João de Longos Vales, por uma quadrilha de salteadores, que não chegaram a consumar o roubo, porque foram repelidos pelo povo, mas cometeram o homicídio de José Garcia, na ocasião em que eram perseguidos pelo povo.

"Officio ao Ministro da Justiça participando-lhe haverem sido ja pronunciados, e prezos dois reos pelo assassinio do Juiz de Direito da Commarca de Midões"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça informando que foram pronunciados, presos e enviados para a cadeia de Viseu os réus Manuel Rodrigues Brandão e António Soares Feliciano pelo assassínio do juiz de direito da comarca de Midões, Nicolau Batista de Figueiredo Teles.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca do processo, pelo homicidio commettido na pessoa de Jozé Gonçalves da Fonseca"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça informando que o processo do homicídio de José Gonçalves da Fonseca já está instaurado, mas o sumário da culpa ainda não está concluído, porque ainda não apareceu prova alguma.

"Ao Ministro da Justiça, ácerca do homicidio commettido na pessoa de Antonio Rodrigues, na Freguezia de Massido, por huma quadrilha de homens armados, no dia 14 de Janeiro de 1843"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça remetendo um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, acompanhado de outros do seu delegado na comarca de Monção, participando o homicídio de António Rodrigues, na freguesia de Mazedo, por uma quadrilha de homens armados, que lhe assaltaram a casa, da qual, no entanto, nada roubaram, acrescentando que o destacamento de força militar que foi enviada para aquela vila é insuficiente para manter a segurança pública.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca do processo contra o homicidio do Juiz de Direito da Commarca de Midões, Nicolao Baptista de Figueiredo Telles"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça participando que o processo instaurado pelo homicídio do juiz de direito da comarca de Midões, Nicolau Batista de Figueiredo Teles, não tem progredido depois da pronúncia, devido ao facto de ainda não se ter conseguido capturar Manuel Brandão Velho e filhos, defendendo que a acusação dos réus presos não fique suspensa à espera da captura dos outros.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca de Maria Ignacia Rita, queixando-se de não proseguir o processo criminal pelo homicidio de seu marido"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça acerca do processo instaurado pelo homicídio do marido de Maria Inácia Rita, que, segundo esta, se encontrava parado por falta de pagamento de custas, informando que o processo tem progredido com regularidade não constando que à suplicante fosse exigido nenhum pagamento.

"Ao Ministro da Justiça, ácerca da escandaloza protecção que o Administrador do Conselho de Vouga presta ao réo Manoel Marques Saraiva do Lugar da Mourisca"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça remetendo um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, acompanhado de outros do seu delegado na comarca de Águeda e subdelegado do julgado de Vouga, em que participa que o administrador do concelho de Vouga, Joaquim Francisco Estima, protege "escandalosamente" o réu Manuel Marques Saraiva, já pronunciado pelo crime de homicídio, consentido que ande livre pelo concelho e ameaçando quem ousar capturá-lo.

"Ao Ministro da Justiça, ácerca da escandaloza protecção que o Administrador do Conselho de Vouga presta ao réo Manoel Marques Saraiva do Lugar da Mourisca"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça remetendo um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, acompanhado de outros do seu delegado na comarca de Águeda e subdelegado do julgado de Vouga, em que participa que o administrador do concelho de Vouga, Joaquim Francisco Estima, protege "escandalosamente" o réu Manuel Marques Saraiva, já pronunciado pelo crime de homicídio, consentido que ande livre pelo concelho e ameaçando quem ousar capturá-lo.

"Ao Ministro da Justiça dando parte de se achar instaurado o processo pelo homicidio no Logar de Lamas na noite de 12 para 13 de Março ultimo"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça participando que já está instaurado o processo pelo homicídio cometido na noite de 12 para 13 de março de 1843, no lugar de Lamas, no julgado de Sátão, tendo ficado pronunciado o réu José de Figueiredo, que já estava indiciado em outra querela por outro homicídio.

"Ao Ministro da Justiça com o Officio do Procurador Regio da Relação do Porto de 20 do corrente e outro do seu Delegado em Arcos de Val de Vez á cerca de serem mortos, e perseguidos os Goardas da Alfandega da Vila da Barca em deligencia"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça informando que o meirinho e alguns guardas da alfândega da vila da Barca, quando se encontravam em diligência, no concelho de Terras de Bouro, foram assaltados por um bando de homens armados, em número de 40 ou 50 portugueses e galegos, que dispararam contra eles, resultando na morte do meirinho e de três guardas.

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