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"Ao Ministro da Justiça, á cerca do assassinio de Manoel Antonio de Rezende do logar de Quintão, Freguezia de Tendaes"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que o administrador do concelho de Cinfães, em ofício de 1 de novembro de 1845, lhe participou que, na noite de 22 para 23 de outubro, deram um tiro a Manuel António de Resende, casado, do sítio do cabo, do lugar de Quinhão, freguesia de Tendais, tendo este falecido, e já procedeu ao auto de investigação. O Procurador-Geral informa que ordenou ao seu subdelegado para promover os termos do processo que forem competentes na conformidade das leis.

"Ao Ministro da Justiça em additamento aos Officios da Procuradoria Geral da Coroa de 8, e 13 de Agosto e 23, e 25 de Outubro do prezente anno á cerca da remessa dos Autos pelo crime da morte do ex Juiz de Direito Vicente de Paula Correia de Sá e Moura"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete o ofício do delegado do procurador régio na comarca de Anadia, de 19 de novembro de 1845, em que, continuando a informar sobre o processo instaurado pelo atentado cometido contra o juiz de direito daquela comarca, Vicente de Paulo Correia de Sá e Moura, na noite de 2 de agosto de 1845, lhe remeteu o auto de participação feito pelo falecido juiz, assim como o extrato do auto do corpo de delito por outro processo, em que se encontra envolvido o escrivão Adriano Ernesto de Castilho Morais e seu irmão mais novo, Manuel Maria de Castilho e Morais, ambos suspeitos do referido atentado. Informa ainda que o referido escrivão, demitido por decreto de 28 de outubro de 1845, tinha solicitado a sua reintegração ou provimento para o seu irmão no mesmo emprego.

"[...] Ao Ministro da Justiça em aditamento ao Officio da Procuradoria Geral da Coroa de 26 de Setembro ultimo sobre o assassino de Manuel Lourenço Palma no Monte da Caiada"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia de um ofício do subdelegado do procurador régio no julgado de Almodôvar, de 21 de novembro de 1845, em que participa ter requerido a querela no processo relativo ao assassínio de Manuel Lourenço Palma, lavrador naquela comarca, e ter dado o rol das testemunhas, tendo só sido inquiridas até ao momento nove.

"Ao Ministro da Justiça á cerca da participação que faz o Subdelegado em Monforte, de ter procedido a corpo de Delicto no Cadaver de Joaquim Pedro na Herdade do Pego, ferido por Joze Ferreira sua molher, e filho"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que o subdelegado do procurador régio no julgado de Monforte, no seu ofício de 26 de novembro de 1845, lhe participou que, no dia 24 daquele mês, se procedeu a corpo de delito no cadáver de Joaquim Pedro, na Herdade do Pego, naquele julgado, cujos ferimentos foram feitos, na noite do dia 21, por José Ferreira, sua mulher Joana, a Pingueira, e seu filho, Henrique Ferreira.

"Ao Ministro da Justiça com a copia do Officio do Sub delegado interino de Espozende à cerca do assassinio do cirurgião Joze Justino Fernandes de Azevedo"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia de um ofício do subdelegado interino do procurador régio no julgado de Esposende, de 28 de novembro de 1845, em que participa que, na madrugada do dia 23 do mesmo mês, foi assassinado com um tiro de arcabuz o cirurgião daquela vila, José Justino Fernandes de Azevedo, quando regressava para casa, tendo já sido capturado o criminoso.

"Ao Ministro da Justiça com a copia de hum Officio do Delegado na Comarca de Cantanhede participando o acontecimento de huns assassinios"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia de um ofício do delegado do procurador régio no julgado de Cantanhede, de 7 de dezembro de 1845, em que participa o "horrendo crime" que teve lugar no lugar da Varziela, no dia 30 de novembro por Rita de Jesus, que envenenou ao almoço três filhos seus, menores de doze anos, que morreram em menos de 48 horas, estando já presos a mãe e o padrasto das vítimas.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca da morte d'um Hespanhol, e ferimento doutro por dois individuos no dia 29 de Novembro de 1845, no Julgado de Carrazedo"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia de um ofício do subdelegado do procurador régio no julgado de Carrazedo, de 1 de dezembro de 1845, em que participa que, no dia 29 do mesmo mês, dois espanhóis foram abordados por dois indivíduos que diziam ser guardas da alfândega, que, depois de lhes pedirem algum dinheiro, dispararam sobre eles, tendo morrido um deles e ficado ferido o outro.

"Ao Ministro da Justiça relativo ao assassinato de Manoel Loureiro Palma"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia de um ofício do subdelegado do procurador régio no julgado de Almodôvar, de 14 de dezembro de 1845, em que informa do estado do processo instaurado pelo assassínio de Manuel Lourenço Palma, no monte da Caiada, naquela vila.

"Ao Ministro da Justiça á cerca do assassinio d'um Hespanhol e d'outro gravemente ferido no Julgado de Carrazedo"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que o delegado do procurador régio na comarca de Chaves lhe participou que lhe consta, por notícia transmitida pelo governador civil de Bragança, que foram presos dois indivíduos perto de Mirandela, suspeitos de serem os autores do homicídio de um espanhol e dos ferimentos praticados noutro, no julgado de Carrazedo.

"Ao Ministro da Justiça com a copia do officio do subdelegado em Alhandra á cerca de hum assassinio no sitio do Sapal"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia do ofício do subdelegado do procurador régio no julgado de Alhandra, de 4 de janeiro de 1846, em que participa que, no dia 1 do mesmo mês, Manuel de Abreu, moço de fretes, morador naquela vila, foi assassinado por João António Matos, trabalhador, residente no termo de Alverca, encontrando-se o assassino na cadeia do julgado.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca do assassinio de João Antonio Ladeiras da Villa de Cortiços, Comarca de Chacim"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópias dos ofícios que lhe foram dirigidos com o do procurador régio da Relação do Porto, de 12 de janeiro de 1846, em que se relata o assassínio de João António Ladeiras, da vila de Cortiços, na comarca de Chacim, que teve lugar na noite do dia 6 de dezembro de 1845, bem como as diligências que se empregaram para a captura dos autores do crime.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca do assassinio de Antonio Maria de Lacerda e Seixas, que teve logar no dia 19 de Fevereiro de 1846, no Julgado de Marialva"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que, no dia 29 de fevereiro de 1846, no julgado de Marialva, foi assassinado António Maria de Lacerda e Seixas, um dos membros da Câmara Municipal daquela vila, com um tiro de arma de fogo, e que, havendo alguns indícios de que a sua mulher, Maria José de Abreu Coutinho, concorreu para o crime, esta foi capturada e conduzida às cadeias daquela vila, encontrando-se já indiciada.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca do assassinato comettido na pessoa de Jozé Valerio Cabaços, e Francisco Antonio, por Lucas Pereira no Julgado de Monforte"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que, no dia 12 de março de 1846, procedeu-se ao auto de exame e corpo de delito nos cadáveres de José Valério Cabaços e de Francisco António, no Monte dos Garções, na freguesia de Santo António de Vaiamonte, no julgado de Monforte, os quais tinham sido assassinados por Lucas Pereira, na noite do dia 11.

"Ao Ministro da Justiça acerca da morte de um filho de Rosaria da Freguezia de Paialvo, Comarca de Thomar"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que, na manhã de 14 de março de 1846, na freguesia de Paialvo, na comarca de Tomar, foi morto, segundo se presume, um menino de dois anos chamado José, filho da viúva Rosária, por Francisco Félix, que "consta andar amancebado com a dita viúva", tendo-se feito o corpo de delito e estando-se a proceder a sumário.

"Ao Ministro da Justiça á cerca do assassinio perpetrado na pessoa de Anna Jozé, por Francisco Galvão Lopes da Silva, na villa de Setubal"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia do ofício do delegado do procurador régio na comarca de Setúbal, de 8 de abril de 1846, em que participa que Francisco Galvão Lopes da Silva, morador naquela vila, "homem turbulento e perverso", no dia 4 do mesmo mês, degolou Ana José, com quem há muito conservava relações amorosas, encontrando-se preso por este crime.

"Ao Ministro da Justiça á cerca do assassinato do Abbade da Freguezia de Moreira de Geraz do Lima, o Padre Francisco José Monteiro"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia do ofício do delegado do procurador régio na comarca de Ponte de Lima, de 6 de abril de 1846, em que participa que, no dia 28 de março, foi traiçoeiramente assassinado o padre Francisco José Monteiro, abade da freguesia de Moreira do Geraz do Lima, da comarca de Viana, com um tiro de bala, tendo-se procedido à formação do corpo de delito. Acrescenta que, apesar das diligências, ainda não se descobriu quem foi ou foram os assassinos, suspeitando-se apenas que o crime foi motivado "por causa do morto ser afeto ao Governo de Sua Majestade a Rainha".

"Ao Ministro do Reino á cerca da morte de José Gomes do Logar dos Resgatados no Julgado de Cadima, por effeito d'um tiro disparado contra elle pelo sub Regedor da Freguezia de Arazede d'aquelle Julgado, Victorino Jozé d'Oliveira"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro do Reino. Participa que, na noite de 26 para 27 de abril de 1846, dirigindo-se Vitorino José de Oliveira, subregedor da freguesia de Azarede, do julgado de Cadima, a casa de Luís da Costa com alguns cabos de polícia para uma diligência, entraram estes no pátio das casas daquele, onde foram espancados por José Gomes, por desconfiar que o queriam capturar e, acudindo o subregedor, também foi espancado, disparando um tiro de espingarda contra o agressor, tendo este morrido pouco depois.

"Ao Ministro da Justiça á cerca do assassinio commettido na pessoa do Regedor da Freguezia de Real, Julgado de Paiva"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópia do ofício do delegado do procurador régio na comarca de Arouca, onde consta que foi assassinado com dois tiros, ao sair de uma casa, o regedor da freguesia de Real, julgado de Paiva, na comarca de Arouca. O delegado acrescenta que aquele julgado está num "estado selvático", devido a certas influências, e que é necessária uma força militar para impedir a propagação dos delitos.

"Em que o réu João da Mota pede perdão"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Diogo António Correia de Sequeira Pinto para o Ministério da Justiça acerca do pedido de perdão do réu João da Mota, condenado pelo assassínio da sua mulher.

"Em que o réu José Joaquim Monteiro pede perdão"

Parecer do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Diogo António Correia de Sequeira Pinto para o Ministério da Justiça acerca do pedido de perdão do réu João da Mota, condenado, na comarca da Lousã, a trabalhos públicos perpétuos, pelo assassínio do seu cunhado, pena que já foi comutada para prisão perpétua.

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