Administração local / Municípios

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"Processo em que se pergunta se propondo-se uma Câmara Municipal a extinguir um partido clínico, estando este provido, basta para que isto seja legal, que a Câmara oiça o respetivo facultativo?"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca. Sustenta que "o direito de supressão do partido só pode ser exercido se o contrato for por tempo limitado ou se o partido não estiver provido."

"Sobre o projeto de regulamento do artigo 174 da lei que reformou o município de Lisboa"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca para o Ministério do Reino. Pronuncia-se sobre o projeto de regulamento do artigo 174.º da lei de 18 de julho de 1885, que aprovou a reforma administrativa do município de Lisboa. O artigo 174.º determinava que "todas as companhias e agências seguradoras de móveis ou imóveis no município de Lisboa, contribuirão para as despesas do serviço geral de incêndios com 10.000$000 réis".

"Acerca do procedimento a haver para com a Câmara Municipal da Figueira da Foz, em vista das irregularidades por ela cometidas"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca para o Ministério do Reino. Pronuncia-se sobre o procedimento que deve ser adotado para a Câmara Municipal da Figueira da Foz, que se tem recusado a cumprir o acórdão do conselho de distrito que lhe foi intimado, que deu provimento ao recurso interposto pelo administrador do concelho da deliberação em vista da qual aquela Câmara cedeu a um dos seus vereadores, que pretendia fazer um alinhamento na estrada de Quiaios, uma porção de terreno, que era do logradouro e uso comum. Para além disso, a Câmara Municipal da Figueira da Foz também se recusa a entregar uma cópia da ata de uma sessão, que lhe foi pedida pelo administrador do concelho, para interpor um recurso para o Conselho de Distrito.

"Conflito entre o administrador da Barquinha e o governador civil do distrito por causa do procedimento da Junta de Paróquia da Atalaia"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca para o Ministério do Reino. Pronuncia-se sobre o conflito entre o governador do distrito de Santarém e o administrador do concelho da Barquinha com a Junta de Paróquia da freguesia da Atalaia, por esta se recusar a entregar ao pároco os paramentos e vasos sagrados, apesar da intimação que lhe foi feita pelo administrador do concelho e por ter organizado uma tabela de emolumentos paroquiais, o que não podia fazer em vista das leis.

"Pedidos de diversas câmaras municipais do distrito do Funchal sobre a cobrança de impostos indiretos municipais"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório. Pronuncia-se acerca do processo em que as câmaras municipais da ilha da Madeira pedem para que se ponha fim aos "funestos efeitos que vai produzindo nas suas receitas a interpretação que a Alfândega do Funchal está dando ao artigo 159 do Código Administrativo em relação à cobrança dos impostos indiretos municipais".

"Sobre a consulta do Supremo Tribunal Administrativo acerca do recurso n.º 1111 em que é recorrente a Câmara Municipal de Guimarães e recorrido o Tribunal Administrativo de Braga"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda João de Alarcão Velasques Sarmento Osório sobre a consulta do Supremo Tribunal Administrativo acerca do recurso n.º 1111 em que é recorrente a Câmara Municipal de Guimarães e recorrido o Tribunal Administrativo de Braga. Entende que "a presente consulta deve ser homologada, visto que a sua doutrina é em tudo conforme ao Direito e nomeadamente ao disposto na portaria de 28 de abril de 1887".

"Acerca do brasão de armas da Câmara Municipal de Moçâmedes"

Parecer do ajudante do Procurador-Geral da Coroa e Fazenda Frederico de Gusmão Correia Arouca. Considera procedentes as razões alegadas pela Câmara Municipal para que se lhe faça a mercê da concessão do brasão de armas, devendo ser ouvida a repartição competente sobre a formação do brasão, a fim de se verificar se cumpria as regras prescritas.

"Ao ministro da Justiça acerca do espancamento e ferimento na noite de 14 de julho de 1847 de diferentes pessoas [...] que se recolhiam dos trabalhos da lavoura, na comarca de Arouca"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao ministro da Justiça. Remete um ofício do delegado do procurador régio da Relação de Lisboa, de 13 de agosto de 1847, em que participa que um bando de homens armados espancou e feriu gravemente, na noite de 14 de julho do mesmo ano, diferentes pessoas que regressavam do trabalho da lavoura e tendo aquele delegado, na qualidade de juiz de direito interino daquela comarca, instaurado o sumário e pronunciado quatro dos agressores, estes andam armados ao serviço do administrador do concelho como cabos de polícia. O delegado acusa ainda o administrador do concelho de ter prendido o carcereiro da cadeia, a pretexto de desobediência. O Procurador-Geral é de parecer que se deve dar conhecimento destes factos ao Ministério do Reino, para que sejam adotadas as medidas convenientes.

"Ao ministro da Justiça, acerca dos factos criminosos ocorridos no julgado de São Lourenço do Bairro, por ocasião da eleição da Câmara Municipal e do juiz ordinário"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao ministro da Justiça. Remete um ofício do ajudante do procurador régio da Relação do Porto, de 9 de outubro de 1846, recebido na Procuradoria-Geral no dia 13 de julho de 1847, participando os factos criminosos ocorridos no julgado de São Lourenço do Bairro, em Anadia, no dia 27 de setembro de 1846, por ocasião da eleição da Câmara Municipal e do juiz ordinário.

"Ao ministro da Justiça acerca de ter o administrador do concelho de Peniche, por mero acinte, devassado a casa do agente do Ministério Público no referido julgado"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao ministro da Justiça. Remete um ofício do procurador régio da Relação de Lisboa, de 11 de março de 1847, acompanhado da cópia de outro do seu delegado na comarca de Torres Vedras, em que informa que o administrador do concelho de Peniche devassou a casa do subdelegado do procurador régio naquele julgado, "mandando-lhe dar busca, com o pretexto da prisão de Francisco Rodrigues Semeno".

"Ao ministro da Justiça com o ofício do procurador régio da Relação de Lisboa acerca de fazer conter nos limites da lei o administrador da comarca de Borba"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do procurador régio da Relação de Lisboa, de 7 de setembro de 1846, acompanhado de outro do seu subdelegado no julgado de Borba, em que este agente se queixa de que administrador do concelho o está a obrigar a coadjuvar as diligências de polícia, como aconteceu no dia 21 de agosto, e pede providências sobre este assunto. O Procurador-Geral, considerando justa a reclamação do subdelegado, entende que se deve solicitar do Ministério do Reino as convenientes providências para que a lei seja cumprida, uma vez que o artigo 59 da Novíssima Reforma Judiciária isenta todos os membros do Ministério Público dos encargos do concelho e de todo o serviço pessoal.

"Ao ministro da Justiça acerca do insulto feito à Câmara Municipal do concelho de Oliveira do Bairro no dia 24 de julho de 1846 por vários indivíduos armados de espingardas com baionetas"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do delegado do procurador régio na comarca de Anadia, de 5 de agosto de 1846, participando que, no dia 24 de julho, vários indivíduos de Oliveira do Bairro, capitaneados por José da Fonseca Dias, atacaram e insultaram a Câmara Municipal daquele concelho, ameaçando os membros, que se encontravam reunidos em plena sessão, de fazerem fogo se não se retirassem. Informa ainda que, no dia 12 do mesmo mês, foi assaltada a casa do Dr. António Clemente Cardoso, da freguesia de Mogofores, por Joaquim Teixeira das Neves, por alcunha o Claro, e outros, "ameaçando-o de que se, dentro de oito dias, não mandasse a cada um um cruzado, lhe quebrariam as portas, janelas e não lhes deixariam uma só telha no telhado".

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