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"Ao Ministro da Justiça á cerca dos Autores do attentado comettido contra o Parocho da Igreja de Sobrado de Paiva"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça remetendo um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, de 3 de setembro, participando que já foram expedidas as ordens ao seu delegado na comarca de Arouca para promover os termos judiciais do processo contra as autoridades e cúmplices do atentado cometido contra o pároco da igreja de Sobrado de Paiva.

"Ao Ministro dos Negocios de Justiça á cerca da attitude hostil, em que se achão as Freguesias do Sobrado, e Fornos, uma contra a outra"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete cópias de um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, de 14 de março de 1845, e de outro do seu delegado em Arouca, em que participa que as freguesias de Sobrado e Fornos estão armadas e em atitude hostil uma contra a outra, tendo já havido alguns excessos.

"Ao Ministro da Justiça, á cerca da attitude hostil em que se achavão as Freguezias do Sobrado, e Fornos"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José Manuel de Almeida e Araújo Correia de Lacerda dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia de um ofício do delegado do Procurador Régio em Arouca, em que representa o "escandaloso procedimento" do administrador do concelho de Paiva e outras autoridades administrativas, por não terem procedido a investigação alguma, tanto por ocasião do tumulto, como pelo espancamento de Joaquim Rios, que teve lugar no julgado de Arouca, por um ferreiro de nome Bernardo. Propõe que pelo Ministério do Reino se evite a repetição de "tamanho desleixo". Informa que solicitou ao delegado de Arouca para proceder às convenientes averiguações, a fim de se saber se o referido Bernardo é ou não desertor, como se presume.

"Ao Ministério da Justiça participando-lhe por cópia o ofício do procurador régio da Relação de Lisboa sobre ter sido pronunciado por ferimentos o guarda portão do ministro encarregado dos negócios da República Francesa nesta corte"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que foi pronunciado em querela dada pelo Ministério Público por crime de ferimentos Domingos da Rocha, guarda portão do ministro encarregado dos negócios da República Francesa nesta corte.

"Ao Ministro da Justiça com o ofício do procurador régio da Relação de Lisboa e outro do seu delegado em Mértola sobre o abuso de alguns párocos daquele distrito em administrar o sacramento do matrimónio"

Ofício do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José Luís Rangel de Quadros, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do procurador régio da Relação de Lisboa, acompanhado da cópia de outro do seu delegado na comarca de Mértola, participando o "escandaloso abuso" de alguns párocos que administram o sacramento do matrimónio sem preceder a necessária licença do respetivo juiz dos órfãos, como ordenam as leis do reino, e pede esclarecimento sobre o modo como esses párocos devem ser processados.

"Ao Ministro da Justiça acerca do processo contra o bacharel José da Fonseca Veiga, ex-juiz de direito da comarca de Tavira"

Ofício do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José Luís Rangel de Quadros, dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que na sessão da Relação de Lisboa de 16 de junho foi julgada procedente a acusação contra o bacharel José da Fonseca Veiga, ex-juiz de direito da comarca de Tavira, atualmente na de Montemor-o-Novo, pelo facto de ter mandado o algoz disparar um tiro no justiçado José António Domingues, para acabar de o matar.

"Ao Ministro da Justiça com o ofício do procurador régio da Relação de Lisboa acerca da dúvida em que entra o delegado em Alcácer do Sal sobre espanhóis falecidos deixando menores"

Ofício do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José Luís Rangel de Quadros, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do procurador régio da Relação de Lisboa e a cópia de outro do seu delegado em Alcácer do Sal acerca da dúvida deste delegado sobre se o artigo 3.º da convenção entre Portugal e Espanha tem aplicação na arrecadação e administração dos bens dos súbditos espanhóis falecidos que deixam filhos menores.

"Ao Ministro da Justiça com referência à participação de 23 do corrente sobre o assassinato de José Maria Soeiro arrebatado da cadeia de Mourão"

Ofício do Ajudante do Procurador-Geral da Coroa, José Luís Rangel de Quadros, dirigido ao Ministério da Justiça. A propósito da tirada do preso José Maria Soeiro da cadeia de Mourão e do seu posterior homicídio, expõe as reflexões do delegado do procurador régio na comarca de Monsaraz sobre as inconveniências do local daquela cadeia em lugar ermo, propício a tais atentados, lembrando que no edifício da Câmara Municipal, no centro da vila, existem uns compartimentos que poderão tornar-se aptos para as prisões dos dois sexos, não tendo, no entanto, aquele município os recursos para fazer face a essa despesa.

"Ao Ministro da Justiça acerca da obrigação dos médicos cirurgiões ingleses que exercem a sua profissão na comarca oriental do Funchal"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, acompanhado de outro do seu delegado na comarca oriental do Funchal, acerca da obrigação dos médicos cirurgiões ingleses que exercem a sua profissão naquela cidade para intervir nos corpos de delito e em quaisquer outros exames e atos do serviço público que, segundo as leis, necessitam da intervenção de peritos das ciências médicas. O cônsul recusa reconhecer este encargo nos seus conterrâneos.

"Ao Ministro da Justiça acerca de uma grave desordem que no dia 8 de outubro houvera em Vila Franca de Xira na ocasião de um divertimento de jogos com feras"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa José de Cupertino de Aguiar Ottolini dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que, no dia 8 de outubro, houve uma grave desordem em Vila Franca de Xira por ocasião de um "divertimento de jogos de exercícios com feras domesticadas, por ter entrado no lugar do divertimento muita gente sem pagar e querer o diretor dos exercícios que esta se retirasse". Informa ainda que foram expedidas as ordens ao delegado do procurador régio naquela comarca para serem descobertos os autores dos mesmos factos criminosos.

"Ao Ministério da Justiça com o ofício do procurador régio da Relação do Porto sobre o estado do processo pelo dinheiro falso apreendido em casa de Estanislau de Pina"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que o procurador régio da relação do Porto ainda não pode dar informações sobre o estado do processo instaurado pelo dinheiro falso apreendido em casa de Estanislau de Pina, mas já solicitou mais informações ao respetivo agente do Ministério Público.

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