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"Ao Ministro da Justiça acerca do processo contra o juiz de direito da comarca de Tavira, José da Fonseca Veiga"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que, depois das duas cartas de ordem expedidas ao juízo de direito da comarca de Beja para a pergunta e resposta de uma testemunha essencial no corpo de delito do processo contra o juiz de direito da comarca de Tavira, José da Fonseca Veiga, cujo primeiro depoimento não tinha sido suficientemente explícito, se julgou constituído o mesmo corpo de delito, se lavrou o auto da querela e se expediu nova deprecada ao mesmo juiz de direito de Beja para a inquirição das testemunhas do sumário da culpa.

"Ao Ministro da Justiça acerca da omissão imputada ao delegado do Procurador Régio na comarca de Alcobaça Alexandre José Coelho de Abreu, relativo aos papéis sobre abusos arguidos ao escrivão e tabelião do julgado da Pederneira, Félix Pereira Marques"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa, de 30 de janeiro, acerca da omissão imputada ao delegado do Procurador Régio na comarca de Alcobaça, Alexandre José Coelho de Abreu, por não ter deixado ao magistrado interino que o substituiu na delegação durante a sua licença todos os documentos sobre os abusos imputados ao escrivão e tabelião do julgado da Pederneira, Félix Pereira Marques. O Procurador-Geral entende que não há fundamento para exigir responsabilidade ao delegado da comarca de Alcobaça, porque não existiu a negligência, em virtude da participação inexata do seu substituto na delegação durante a sua ausência.

"Ao Ministro da Justiça com o ofício do Procurador Régio da Relação do Porto em que representa a necessidade de se convocar um delegado"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto em que participa ter convocado um delegado para exercer as funções de ajudante interino, devido à multiplicidade dos processos da Fazenda e criminais e outros que sobem a cada uma das secções da Relação.

"Ao Ministro da Justiça acerca da substituição do bacharel Isidro Barbosa da Silva Chaves, curador-geral dos órfãos do 3.º distrito de Lisboa, pelo Dr. João de Deus Antunes Pinto, durante a ausência daquele bacharel em consequência da licença que obteve"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que durante a licença do bacharel Isidro Barbosa da Silva Chaves, curador-geral dos órfãos do 3.º distrito de Lisboa, fica a substituí-lo o Dr. João de Deus Antunes Pinto e, na falta deste, o Dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho.

"Ao Ministro da Justiça acerca da resposta que a Procuradoria Geral da Coroa dá ao delegado do Procurador Régio em Águeda sobre o seu ofício de 31 de dezembro de 1847 sobre a amnistia outorgada pelo decreto de 28 de abril de 1847"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia de um ofício do delegado do Procurador Régio na comarca de Águeda de 31 de dezembro de 1847, expondo que, na sua opinião, devem ser considerados como crimes políticos, compreendidos na amnistia outorgada pelo decreto de 28 de abril de 1847, o fogo posto na noite de 30 para 31 de dezembro de 1846 num armazém de Francisco Caldeira Leitão, pelos soldados do denominado batalhão de atiradores do Mondego, na sua retirada para a cidade do Porto, depois da derrota de Torres Vedras, bem como o homicídio do criado de libré de José Caldeira Leitão, cometido no dia 6 de janeiro de 1847 por uma partida de tropas e guerrilhas ao serviço da insurreição.

"Ao Ministro da Justiça acerca da resposta que dá a Procuradoria Geral da Coroa ao Procurador Régio da Relação de Lisboa sobre o seu ofício de 21 de agosto de 1847 a respeito da aplicação do decreto de 28 de abril de 1847"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia de um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa de 21 de agosto de 1847, perguntando se deviam ser classificados como crimes políticos para se julgarem compreendidos na amnistia outorgada pelo decreto de 28 de abril de 1847 os delitos mencionados no ofício do seu delegado no julgado do Fundão. Envia igualmente a cópia da resposta dada pela Procuradoria-Geral da Coroa.

"Ao Ministro da Justiça acerca da arguição feita à autoridade administrativa do concelho de Oliveira do Hospital pela omissão e negligência na captura dos criminosos"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, em que acusa a autoridade administrativa do concelho de Oliveira do Hospital de ser omissa e negligente na captura dos criminosos, resultando que as testemunhas não se atrevem a depor contra eles com grave detrimento da justiça.

"Ao Ministro da Justiça acerca da resposta que a Procuradoria Geral da Coroa dá ao Procurador Régio da Relação de Lisboa do seu ofício de 30 de agosto de 1847 sobre a sentença que condenou o réu Tomás Aveleda"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete a cópia de um ofício do Procurador Régio da Relação de Lisboa de 30 de agosto de 1847, perguntando se devia remeter ao Ministério da Justiça a certidão da sentença pela qual foi condenado em pena de morte Tomás Aveleda, evadido da cadeia do Limoeiro no dia 29 de abril do mesmo ano e ainda não recapturado, pelos crimes cometidos como comandante da guerrilha que, "a favor da causa da usurpação, infesta a serra do Algarve". Envia igualmente a cópia da resposta da Procuradoria-Geral da Coroa.

"Ao Ministro da Justiça acerca da evasão da cadeia de Moimenta da Beira no dia 5 de janeiro os réus que ali se achavam presos, matando o carcereiro"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do Procurador Régio da Relação do Porto, acompanhado de outros do seu delegado interino na comarca de Moimenta da Beira, participando que, no dia 5 de janeiro, se evadiram da cadeia de Moimenta da Beira os réus que ali se encontravam presos, tendo matado o carcereiro.

"Ao Ministro da Justiça acerca do processo investigatório em que ficou pronunciado o soldado do regimento de infantaria n.º 6, António Carvalho Macedo, por alcunha 'o Melão', e outros paisanos"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Remete um ofício do delegado na comarca de Lamego em que presta esclarecimentos sobre as faltas que lhe foram imputadas relativamente ao processo investigatório em que ficou pronunciado o soldado do regimento de infantaria n.º 6, António Carvalho Macedo, por alcunha o "Melão", e outros paisanos.

"Ao Ministro da Justiça acerca do processo contra o réu José Martins Cabra"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Participa que só agora foram designados pelo juiz ordinário de Castro Marim os dias para a inquirição das testemunhas do sumário no processo contra o réu José Martins Cabra, conservando o mesmo juiz concluso o processo para esta designação desde 3 de novembro até 21 de dezembro de 1848. Propõe que o presidente da Relação de Lisboa advirta severamente o juiz ordinário pela escandalosa demora deste processo.

"Ao Ministro da Justiça acerca da acusação proposta contra o ausente José Valada"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que a acusação proposta contra o ausente José Valada tem corrido no juízo ordinário do julgado do Cartaxo, contra o preceito dos artigos 2 e 4 do decreto de 18 de fevereiro de 1847, tendo o Procurador Régio da Relação de Lisboa já ordenado a reforma da acusação no juízo competente. Considera que o delegado na comarca de Santarém também deve ser mandado censurar pela negligência com que deixou prosseguir a acusação em juízo incompetente contra a expressa disposição da lei.

"Ao Ministro da Justiça acerca do homicídio do juiz de direito da comarca de Vila Pouca de Aguiar, João Lopes de Calheiros Jácome de Meneses"

Ofício do Procurador-Geral da Coroa, José de Cupertino de Aguiar Ottolini, dirigido ao Ministro da Justiça. Informa que no sumário da querela prestada pelo homicídio do juiz de direito da comarca de Vila Pouca de Aguiar, João Lopes de Calheiros Jácome de Meneses, ainda falta inquirir uma testemunha, que ainda não foi possível chamar a juízo, "por andar escondida temendo a vingança das pessoas que ofendera quando formou parte de uma guerrilha ao serviço da Junta do Porto na última guerra civil" e que no sumário já está lançada a pronúncia que declara não indicar pessoa alguma.

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